segunda-feira, 9 de junho de 2014

A Ditatura da Sociedade



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A mulher vem sofrendo discriminação ao longo do tempo, independentemente da vestimenta. São abusos de diversas formas, sejam eles de ordem social, cultural ou sexual. Até que ponto o uso de uma roupa provocante ou um comportamento feminino que foge às regras sociais impostas pela sociedade pode justificar as agressões que as mulheres são vítimas tanto no âmbito familiar como social?
Numa pesquisa divulgada pelo Ipea, em março deste ano, pelo O Globo, brasileiros acham que mulheres com roupas curtas devem ser estupradas. É assustador num país como o nosso ainda existir um pensamento arcaico, mas infelizmente aprendemos julgar as aparências graças a essas regras sociais que nos torna seres ignorantes e, consequentemente, somos ensinados a não aceitar comportamentos que fujam a elas.
O comportamento feminino gera muitas discussões e polêmicas. Existe mesmo um manual que ensina como a mulher se comportar? Ao que parece, todos os anos de lutas em busca de direitos iguais foram em vão. Por que não, simplesmente, entender esse comportamento como liberdade de expressão? Entretanto, muitos entendem pelo lado pejorativo, e as veem como mulheres vulgares, daí os constantes assédios e maus tratos em público.
Sem sombra de dúvidas, o abuso sexual é o mais humilhante das agressões que elas sofrem, principalmente quando acontece em lugares públicos. Na cabeça retrógada masculina, a mulher que usa roupas curtas, é extrovertida e independente, torna-se alvo fácil daqueles que saem em busca de sexo e quando não conseguem usam da força. Note-se que os estupradores o fazem para satisfazer os vícios de uma cabeça doentia.
O Brasil tem muito para evoluir. Ainda vivemos numa sociedade machista e cheia de preconceitos a serem quebrados. Mas é preciso que deixemos de julgar com base nas regras que criamos e enxergamos como significado do certo. Qual conceito de certo para o outro? As mulheres tem um trajeto difícil e cheio de obstáculos para conquistar. Pelo menos já temos a Lei Maria da Penha a favor delas. Quem sabe outras Marias nos tragam mais conquistas.

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